- Liliana Almeida

- 5 de mar. de 2025
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Essa é uma pergunta profunda e cheia de significado para mim. O estúdio e os palcos fazem parte de quem sou são o reflexo da cantora e artista que vivem em mim. A questão talvez não seja apenas se quero voltar, mas como quero voltar.
A arte tem um poder transformador. Para quem já viveu a experiência de estar no estúdio, criar música do zero e sentir a energia única de um palco, a pergunta "Será que quero voltar?" nunca é simples. Não é apenas sobre cantar ou gravar—é sobre expressar a alma, tocar corações e criar algo que ressoe no mundo.
Sinto saudades da energia do palco, da troca com o público, da criação musical. Mas por vezes a jornada leva-nos por outros caminhos... Nos últimos tempos, tenho mergulhado na terapia de som, explorando a vibração das taças tibetanas e de cristal, dos gongos e das batidas binaurais. A cada sessão, vejo a forma como o som pode curar, equilibrar e despertar consciências. E é aqui que surge a grande questão: há um ponto de encontro entre estes dois mundos?
A verdade é que a música sempre foi uma ponte entre o visível e o invisível, entre o sentir e o compreender. Talvez voltar ao estúdio e aos palcos não signifique regressar ao que já foi, mas sim criar algo novo—um espaço onde a minha voz possa ser canal de cura, onde o palco possa ser um templo e a música, um veículo de transformação.
Vou escutar o meu coração – o verdadeiro Caminho do Coração sempre me guiará para onde preciso de estar.
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